Fechamento de garimpo no Córrego do Antártico preserva rico santuário ecológico e científico de NX

GRATIDÃO

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Da Redação – Ezio Garcia

A ação realizada na última sexta feira, 30, pela Polícia Civil de Nova Xavantina, em cumprimento à Decisão Judicial proferida pelo Exmº Sr. Juíz Titular da Primeira Vara da Comarca, Dr. Ricardo Nicolino de Castro, que determinou a suspensão de toda e qualquer atividade garimpeira no Córrego do Antártico, bem como a apreensão da balsa e demais equipamentos que estavam em operação no local; preservou e salvou um dos maiores santuários ecológicos da bacia hidrográfica do Rio das Mortes no município: o ecossistema do Córrego Antártico, distante 30 km do centro da cidade.

A decisão do Magistrado atendeu à um pedido de interdição da atividade  interposta pelo Ministério Público Estadual, na pessoa do Promotor Cívil de Justiça, Dr. João Ribeiro Mota, através de Ação Civil  Pública contendo abaixo assinado com centenas de assinaturas de moradores e familiares,  ribeirinhos e do perímetro urbano, contrários à instalação do garimpo de diamantes no Córrego, devido a agressão ambiental para o ecossistema e para os chacareiros, que tiram da bacia o seu sustento, e que assistiam à dragagem impune e ao assoreamento paulatino (morte lenta) de um dos mais belos e caudalosos afluentes do Rio das Mortes.

SANTUÁRIO ECOLÓGICO

A interdição foi comemorada pelos moradores e pela comunidade científica do Campus da UNEMAT de Nova Xavantina, que oferece os cursos de Ciências Biológicas, Agronomia, Engenharia Civil e Turismo.

A cada início de turma do curso de Ciências Biológicas, professores e acadêmicos realizam o Acampabio -Acampamento de Biologiga,  onde os  alunos passam três dias acampados estudando a natureza na região do Antártico, acompanhados de seus mestres e professores de cada disciplina. A atividade conta como avaliação do aluno.

Segundo os coordenadores, o Acampabio  faz com que os alunos de Biologia tomem contato com a essência de estudo do curso, que são nas áreas de botânica, pássaros, peixes, repteis, mamíferos, insetos aquáticos, terrestres, todo o tipo de vegetação e biomas que abundam com uma fartura impressionante na região do Antártico.

PARAÍSO

Sem contar as suas belezas naturais indescritíveis e históricas, como a razão de ser de seu nome, dado pelos antigos expedicionários, que aos domingos, conta-se, vinham para o córrego tomar “umas antárticas”, marca de cerveja que patrocinou e abasteceu a Expedição Roncador Xingú desde a sua saída em São Paulo.

Nascido nas reentrâncias rochosas da Fazenda Ouro e Prata, as águas caudalosas  e inigualáveis do Córrego do “Antártico” descem chocando-se com pedras e rochas, enroscando-se e saltando, escapando, desabando em altíssimas cachoeiras, ricocheteando em perigosas corredeiras, dividindo-se em belos afluentes, e rivalizando com o Rio Ponte de Pedra, seu grande parceiro na região.

Agora este paraíso está preservado. Estão de parabéns todos os envolvidos.

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