
Após me despedir de São Paulo no último dia 06 com meu querido sobrinho Paulo Sérgio, no Biergarten Munique, um simpático restaurante alemão dentro do Center Norte que serve um chopinho da hora e um steinhegger melhor sainda, além, claro, da melhor da cozinha alemã; encontrei-me, chegando à NX, com meu amigo e irmão Vivi, e, estando eu ainda em férias, combinamos e partimos na manhã do último sábado, 15, às precisas 7 horas, rumo à região do Antártico, do Rio Ponte de Pedra, mais precisamente, para o Bar do Jacó, à beira do Rio das Mortes, há 38 km de centro de NX.
PRIMEIRA PARADA
O Bar do Jacó é vizinho da propriedade e pousada do empresário paulista Mário de Cico, o Marinho, e é a opção sempre disponível para bebidas e refrigerantes, enquanto se saboreia um legístimo e fresco filé de jaó, entre outros petiscos. Na frente do Rio das Mortes e ao lado do Rio Ponte de Pedra, suas cachoeiras e corredeiras tornam o local mágico e propício para as reflexões e relaxamentos; uma pausa para se mergulhar no Eu profundo.
Antes de aportar no Jacó, o passeio contou com uma visita rápida ao grande Joaquim Lagoa, cuja propriedade fica na região e que lá estava fazendo um trabalho qualquer, com seu indefectível “Paratudo” geladinho, cujo tapa inicial deu início aos trabalhos.










PARTIU KULUENE
No Jacó, por entre piscinas naturais cachoeiras e corredeiras maravilhoasas e místicas, veio a ideia de no dia segujinte, partirmos para o Rio Kuluene, nas chamadas e conhecidas cachoeiras do Valtão, ilustre paulistano nova xavantinense já falecido, cuja pousada fica exatamente em frente às cachoeiras, que fica há cerca de 500 km de NX e é hoje administrada pelo neto Gustavo..
DITO E FEITO
Na manhã do domingo, 16, às precisas 7.30 horas, lá fomos nós, Olevi Masson Filho, o Vivi, filho do finado Saroba; sua esposa Maria, o filho José e eu, rumo ao Rio Kuluene, uma passeio fantástico, onde não faltou a oportunidade de rever o grande Ricardinho, Ricardo Beraldo, também conhecido como “Belo”, ex-crooner da lendária Banda Verdes Campos de Nova Xavantina, sucesso absoluto nos anos 80 e 90 no Vale do Araguaia; ele que tem fazenda na região, e lá mora e trabalha, plantando soja e milho, com sua esposa Meire.
A viagem foi feita por dentro, via Canarana, descambando para o rumo da vila de São José do Couto, distrito ainda do município de Campinápolis, ao qual pertecem o distrito e as cachoeiras do Kuluene, onde são feitos os festivais de pesca esportiva de Campinápolis.
Chegamos no Ricardinho por das 12 horas, que já nos esperava com uma costela assada, um grande prazer encontrá-lo, com sua família e amigos, que ficamos conhecendo, como o Gustavo, neto de Valtão, e seus amigos da região..
Pescar?, pescamos…bastante lambari para comer fritinho com cerveja.




EXUBERÂNCIAS
Lugar indescritível e fantástico, farto em água, cachoeiras , rios e corredeiras, regatos e riachos, grandes e pequenos, que caem no Rio Kuluene -como os rios São José do Couto e Sete de Setembro, e após o encontro, passa a dar nome ao Rio Kuluene de Rio Xingú, região que inspirou e pratagonizou o célebre romance do escritor Antonio Calado, “Kuarup”, obra ícone e obrigatória da intelectualidade brasileira para se conhecer o chamado Brasil profundo nos anos 70.


RONCADOR
Embra estivéssemos em Campinápolis -o que aumentava o prazer- havia muito de Nova Xavantina no ar, exalando e pairando, não só pelas pessoas presentes mas também de forma oficial, já que todo o município de Campinápolis foi distrito de Nova Xavantina, assim como todos nós (Canarana, Água Boa, até Vila Rica), o fomos um dia de Barra do Garças, formando o chamado Vale do Araguaia, ou, o complexo da Serra do Roncador.
É nos fortes e contrafortes da Serra do Roncador, neste setor noroeste, que nasce o Kuluene, cortando vales e matas, pulando por rochas e pedras, somando com veios e rios, nascentes, rios tributários; torna-se caudaloso, altamente piscoso, em seus 600 km de extensão em que banha principalmente áreas indígenas do Alto Xingú.
O som que sai das cachoeiras e corredeiras é o mesmo que os produtores musicais capturam e imprimem nos CDs de músicas de relaxamento e para dormir. Uma benção divina!…daquelas que abrem as portas para um mergulho no Eu profundo…




