Sem chão, Nova Xavantina chora a morte do pai, amigo, irmão, companheiro…o camarada Gercino Caetano Rosa

GOLPE DURO

1886

Sem dúvida nenhuma, esta segunda feira, 24 de março de 2025, entrará para história de Nova Xavantina como um de seus mais tristes e doloridos dias. Nele se deu o velório e sepultamento do corpo do ex-prefeito por dois mandatos, empresário, amigo, companheiro, camarada de toda a população, o querido Gercino Caetano Rosa, falecido na noite deste domingo, 23, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde lutava contra um quadro de leucemia aguda.


COMO FOI

Ferozmente agressiva e sendo ele assintomático, a doença foi diagnósticada no último dia 13 de fevereiro; no dia 17 ele se internou em São Paulo, e nos últimos dias amigos e familiares de mobilizavam para conseguir doadores para seu tipo sanguíneo, já que a duração do tratamento seria de seis meses.

Infelizmente com a baixa imunidade instalada com o tratamento, o organismo não resistiu e veio à óbito neste domingo, surpreendendo à todos pela rapidez do processo.

DIA TRISTE

O corpo chegou à Nova Xavantina às 13.30 horas desta segunda, foi velado na Casa Mortuária do município -obra por ele construída- e sepultado no Cemitério Cristo Redentor às 18 horas. Uma multidão esteve no aeroporto acompanhando a chegada do corpo e depois no velório, onde filas se formavam para passar pelo caixão e se despedir do grande líder municipál, regional e estadual que foi Gercino, num dos dias mais tristes de nossa história.

Ele deixa esposa, dois filhos, um neto, e uma cidade inteira sem chão, órfã de um de seus maiores benfeitores de todos os tempos.

O GUERREIRO HUMILDE

Gercino Caetano Rosa era goiano de Jussara, membro de uma numerosa família de empreendedores de sucesso em Nova Xavantina, filhos de Sr. Francisco (in memorian) e de Dona Rosa, em cujo seio familiar a humildade floresce como um de seus principais pilares e marca registrada.

Filho mais velho do casal, Gercino é expoente máximo desta sagrada virtude, a da verdadeira e nobre humildade, aquela que valoriza o outro, que quer vê-lo bem, que o enxega como irmão e amigo, NÃO como concorrente.

MEMÓRIA INIGUALÁVEL

Trabalhador incansável e dono de uma memória e inteligência prática inigualáveis, ainda menino foi funcionário (contínuo) da agencia do Banco Real no setor Xavantina, e tinha o hábito de, até hoje, ao se encontrar com correntistas daquele tempo -há cerca de 40 anos=-, dizer na ponta da língua o número de sua conta corrente; coisa que nem os titulares jamais suspeitariam…

Sabia de cor e chamava pelo nome e sobrenome todos os seus amigos e conhecidos, bem como todo o parentesco envolvido, e notem que estamos falando de quase uma cidade inteira.

Sua empresa, Café Camarada, respeitadíssima marca regional e estadual, de grande consumo popular, recebe diáriamente dezenas de moradores, vendedores, negociantes, membros da comunidade, políticos -todos iam se consultar com o Gercino-, fazendo de seu escritório na empresa um verdadeiro consultório.

EM FRENTE…

À todos atendia, conversava, valorizava, ajudava, dava um empurrão em seus negócios, em seus projetos, ajudando materialmente a todos, sempre na ideia de tocar avante uma iniciativa, concretizar algo, produzir, fazer acontecer alguma coisa, quer seja na área cultural (sua grande predileção), comercial, industrial, artesanal, no campo ou na cidade. Era um professor nato.

Extremamente religioso; sua grande marca, além da humidade, foi sem dúvida a busca incessante pela união -de pessoas, dos políticos, de tudo e de todos-. Essas virtudes -a busca pela união alicerçada na vedadadeira humildade- Gercino Caetano Rosa deixa como legado à todos nós, como exemplo de vida, como aprendizado, como caminho à seguir.

Oxalá possamos segui-lo, praticando realmente em nosso dia a dia, tudo o que aprendemos com ele.

A proposta é: sejamos todos “Gercinos” daqui para frente.

É uma forma de perpetuá-lo, e de fidelidade suprema.