Construção da FICO esgota hospedagens em hotéis e pousadas de Cocalinho; tarifaço de Trump amplia horizontes da ferrovia

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Da Redação – Ezio Garcia


Um evento agendado pela Sociedade Brasileira de Eubiose para acontecer nos dias 12 e 13 de abril próximos na cidade Cocalinho -que faz parte do Sistema Geográfico do Roncador da Instituição, acaba de ser cancelado pelos organizadores. Motivo: falta de vagas em hotéis e pousadas da cidade para hospedagens, todos ocupados por funcionários da empresa Vale S/A, construtora do trecho 7 da Ferrovia de integração do Centro Oeste, a FICO.

A ferrovia faz parte de uma política de desenvolvimento logístico do Brasil para interligar os polos produtores de grãos do Centro-Oeste até a Ferrovia Norte Sul.

COMO SERÁ

Com 888 km de extensão, sendo 383 km de Mara Rosa (GO) a Água-Boa (MT) e 505 km de Água Boa a Lucas do Rio Verde (MT), passando por Canarana, a FICO escoará a produção de soja e milho do centro norte do estado de Mato Grosso, maior região produtora de soja do Brasil em direção aos portos de São Luís (MA) Santos (SP) ou Paranaguá (PR).

O projeto FICO foi dividido em duas etapas de construção.

O primeiro, construído pela Vale, compreende 383 quilômetros e interligará os municípios de Mara Rosa, Alto Horizonte, Nova Iguaçu de Goiás, Santa Terezinha, Crixás, Nova Crixás e Aruanã, em Goiás, e também os municípios de Cocalinho, Nova Nazaré Água Boa, em Mato Grosso. A segunda etapa será entre os municípios de Água Boa até Lucas do Rio Verde, passando por Canarana, em Mato Grosso.

TARIFAÇO

No contexto político e econômico atual, com o recente “tarifaço” imposto ao mundo pelo presidente dos EUA Donald Trump, a construção da FICO ganhou destaque e contornos estratégicos para o Brasil, a partir da real possibilidade da celebração, enfim, do sonhado acordo entre a União Européia e os países da Mercosul -Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Venezuela- para o livre comércio entre os dois blocos.

Prevista para ser concluída em 2027, a FICO entra no radar da geopolítica brasileira, na medida em que se apresenta como uma grande opção para o escoamento de produtos e redução dos custos de produção do agro negócio brasileiro, cujo estado de Mato Grosso é o principal produtor de soja e milho do mundo, e o norte do Estado, o Vale do Araguaia, um de seus expoentes e eixos principais na redução destes custos, com as construção da ferrovia e implantação do novo corredor modal o para fazer nossa produção chegar aos mercados consumidores mundiais.

Vejao vídeo do andamento das obras da FICO em Cocalinho:

https://youtu.be/f586P1H3Av0