Da Redação
A novela da pavimentação do trecho de 100 km sem asfalto da BR-158 na região do baixo Araguaia, localizado no desvio do traçado original da rodovia, para circundar Reserva Indígena Maraiwatsede, entre os municípios de Porto Alegre do Norte e Alto da Boa Vista; continua um pesadelo para motoristas e uma vergonha para o Estado centro do agronegócio brasileiro.
O trecho faz parte do Lote A do projeto do DNIT – Departamento Nacional de Infra Estrutura e Transportes, cujo trajeto atende e passa pelos municípios de Bom Jesus do Araguaia, Serra Nova Dourada e Alto da Boa Vista, até o entroncamento com a BR-242.
Destes 100 km, foi assinada Ordem de Serviço pelo governador Mauro Mendes em setembro de 2024 para a pavimentação dos primeiros 12 km, cujas obras estão em andamento.
COMO ESTÁ
Enquanto isso, a dificuldade de trafegabilidade no trecho afugenta motoristas e usuários, dificulta o escoamento da safra, a expansão do turismo regional e dos negócios na região; isto num dos maiores centros do agronegócio do Estado, o Vale do Araguaia, que tem na BR-158 seu maior eixo de comunicação terrestre e transporte, ligando o sul ao norte do Estado, em seus 800 km de estrada entre Barra do Garças e Vila Rica.
Não só o escoamento da safra se vê prejudicado no trecho, já que ele se dá justamente no período das chuvas, em que os atoleiros são intermináveis e intransponíveis. Também o turismo em plena expansão na região é tolhido por essa dificuldade: os solavancos, buracos e pontes precárias desencorajam as viagens.
Caravanas de turistas relataram esta dificuldade à reportagem neste último final de semana, o primeiro de julho, o mês das férias, que costumeiramente recebe um grande público vindo dos grandes centros á procura do ecoturismo e lazer.
UMA “VERGONHA”
À julgar pelo tempo de espera, desde que que foi pavimentado o primeiro da trecho da chamada “rodovia da soja”, em 1985, na gestão do ex-governador Júlio Campos (240 km entre Barra do Garças até o entroncamento com Canarana), não era mais para a população da região sofrer com estes 100 km faltantes, principalmente em se tratando do Estado que mais cresce no País, centro do rico agronegócio brasileiro.
Como diria o indefectível jornalista Boris Casoy, “Isto é uma vergonha”, para todos os envolvidos.



