DA REDAÇÃO: Voltando ao assunto da construção da usina hidrelétrica na Ilha do Coco e dos 160 pivôs no Rio das Mortes

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Da Redação

Matéria publicada no site Sintonia News no último dia 07, sob o título: “Construção de usina hidrelétrica para tocar 160 pivôs no Rio das Mortes preocupa a população; 80 já estariam instalados”, repercutiu no seio da comunidade, trazendo de fato muita preocupação principalmente entre os amantes do Rio das Mortes, praticamente toda a cidade.

Sobre a construção da usina em sí, lembremos que o fato já fora assunto de reportagem anterior do site, no início de agosto, com o seguinte título:”Aneel estuda implantar usina hidrelétrica no Rio das Mortes; Secretário de Turismo é contra, veja o vídeo“.

Naquela oportunidade, o Secretário Municipal de Turismo e Cultura de NX, Elvis Zuim, em vídeo distribuído nas redes sociais, se posicionou contra a instalação, refletindo a posição da gestão do prefeito João Bang, em resposta aos técnicos da ANEEL -Agencia Nacional de Energia Elétrica, que estiveram no município tratando do assunto.

Reveja o vídeo:

https://www.instagram.com/reel/DM0_IuaRMVE/?igsh=MXFjdW15dnJuZTVyNg==

DESPACHO

Na última semana,, a informação sobre o andamento do projeto voltou à tona durante a última ação do projeto ambiental Rio Limpo Rio Lindo no perímetro urbano do Rio das Mortes em NX, e foi confirmada pela Divisão de Meio Ambiente da Prefeitura de NX, que disponibilizou à reportagem Despacho da Aneel nomeando empresas para realizarem estudos da potencialidade hídrica do Rio das Mortes, entre a Ilha do Coco e o Rio Areões.

Veja o documento:

REAL

Ou seja, o projeto de construção de uma usina hidrelétrica no Rio das Mortes dentro do município de Nova Xavantina, existe e está em pleno andamento, com todas as consequências danosas para o turismo e para a vida da comunidade previstas, para os povos indígenas, enfim, para a vida de Nova Xavantina como um todo.

E é muito dinheiro envolvido. Fala-se em R$ 800 milhões de investimentos.

COMO FUNCIONA

Como geradora de energia elétrica, toda a produção da futura usina seria acoplada no sistema nacional de distribuição, isto é, em nosso caso, ligada em nossa subestação, e seria suficiente para tocar, entre outras coisas, 160 grandes pivôs agrícolas, abastecidos pelas bombas de sucção que se colocam estrategicamente no rio, de forma a bombear água ininterruptamente para os pivôs.

Informações extra oficiais dão conta de que 80 destes grandes pivôs já estariam instalados -provavelmente rio acima até Primavera do Leste e região, fortes na agricultura; e 80 seriam instalados em outros pontos da bacia do Rio das Mortes.

Continuaremos com o assunto.