Da Redação: Ezio Garcia
Voltar à São Paulo, para este que vos fala, é como voltar à primeira infância, adolescência e grande parte da juventude.
Para quem praticamente nasceu alí, e viveu naquelas ruas e avenidas, é como matar uma saudade gostosa, sentir uma dor que não dói, ver desabrochar no peito aquela flor que nunca morre e se diferencia e se transforma conforme o caminhar do tempo, que por aqui, parece que não passa.
HISTÓRIA
Eu era pequeno, criança ainda, quando meus cunhados me levavam, indo jogar bola nos campos da Portuguezinha, no Bar do Alemão -eles tomavam cerveja e eu refrigerante.
O bar está lá até hoje, e agora servindo uma saborosa feijoada, às quartas e sábados, e durante a semana o prato do dia; presença tradicional e obrigatória da Rua Maria Cândida, centro da Vila Guilherme, zona norte da capital.
É dali, também, que sobe a Av. Conceição até o alto da Vila Paiva, onde mora a família, sempre morou, e em cuja cruzamento com a Rua Maria Candida, está Grupo Escolar Toledo Barbosa, no qual aprendi a ler e escrever.
Na Rua Maria Candida pontua a Igreja Nossa Senhora da Anunciação, na qual fiz a Primeira Comunhão, fui Coroinha, e frequentei, junto com minhas oito irmãs e a Dona Maria -a Mama- hoje com 102 anos anos, indo para 103.

PIXAÇÕES
Retornar à Sampa é rever tudo isto, e sentir tudo isto de novo, porque tudo e todos estão lá, do mesmo jeito, cada vez melhor. Ou será agente que melhora?
Sim, acho que todos melhoram, é o nosso destino.
O centrão histórico por exemplo, está cada dia mais bonito, limpo e elegante, fora as degradantes pixações que persistem, como na Igreja do Largo Paissandu.
Mas isto é um mal nacional.
Vamos em frente…
Veja as fotos:





















