FINADOS: “Agente não morre, torna a ficar encantado” (Guimarães Rosa)…leia crônica

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Da Redação

A frase imortal do imortal escritor mineiro João Guimarães Rosa, em seu imortal romance “Grande Sertão: veredas”, nos vem à memória ao assistirmos na tarde desta segunda feira, 02, feriado nacional dedicado ao Dia dos Finados, o Jornal Hoje, exibido pela Rede Globo de Televisão.

Nele, a reportagem dedicada aos Finados, termina com a imagem do cemitério de Salvador-BA, no túmulo do cantor e compositor, rei do rock brasileiro, músico e poeta pioneiro e vanguardista, líder cultural, que fez escola e uma legião de fãs e seguidores: Raul Seixas.

Imediatamente nos vem o pensamento: Raul Seixas realmente morreu?

Fisicamente sim, mas sua história, sua música, sua poesia, suas canções, a coragem de suas letras, de seus temas, a melodia harmoniosa de suas musicas, seu comportamento pessoal e cultural ímpar, sua performance inconfundível e inimitável…são eternos, entraram para a história, não morrem nem nunca morrerão.

Sim, Raul, Elvis, os Beatles, Erasmo Carlos…Pelé, Garrincha…e tantos outros, e todos nós, não morremos.

No máximo viramos estrelas, para novas jornadas, em novas vidas e campeonatos, neste mesmo gramado sem lembrança anterior de quem fomos, para não atrapalhar a nova jornada.

E seguir em frente…sempre!

Como intuiu nosso imortal escritor Guimarães Rosa, ao cunhar tão bela, enigmática e verdadera frase: “agente não morre, torna a ficar encantado”.