“A segunda independência do Brasil”, leia artigo de Ezio Garcia

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Da Redação

Ao refutar com veemência as gestões do presidente do EUA, Donald Trump, de interferir em nossa soberania nacional, ao condicionar a taxação absurda de nossos produtos, à ingerências políticas nos assuntos internos do Poder Judiciário brasileiro, o presidente Luís Ignácio Lula da Silva, instaurou, sem o saber, a segunda grande independência política e administrativa do Brasil.

A primeira foi em 07 de setembro de 1.822, quando o Príncipe Regente Dom Pedro I, filho de Dom João VI, Rei de Portugal, desembainhou sua espada e bradou às margens do Rio Ipiranga, em São Paulo, a independência do Brasil, então colônia ou possessão do império de seus pais e avós.

NOVO MUNDO

Ali começou uma nova realidade, tão sonhada e almejada por milhares de brasileiros, muitos dos quais deram suas vidas para ver concretizado tão nobre ideal, como o Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes; e o sacrifício de muitos de seus compatriotas da Inconfidência Mineira, só para ficar no exemplo mais conhecido.

Essa nova realidade cresceu, se expandiu, ganhou vida e forma, Hino, Bandeira, símbolos nacionais, passou a gerir suas próprias riquezas e patrimônio, rico em minérios, alimentos e recursos naturais, tudo o que as outras nações precisam para ser feliz.

O mundo civilizado também cresceu, se expandiu, e após duas guerras mundiais, transformou-se inicialmente em dois blocos hegemônicos e super poderosos -EUA e URSS- o primeiro nas Américas e o segundo no leste europeu, que dominavam países e nações de suas respectivas vizinhanças.

INGERÊNCIA

Mas também esta realidade mudou, e às duas ex-superpotências somam-se agora diversas outras, sendo a principal a China, mas também a Índia, Paquistão, Irã -os onze países do BRICS- dentre os quais, o Brasil.

E agora, “de repente não mais que de repente” como diria Vinícius de Moraes, e por um motivo torpe -a defesa de um ex-presidente em vias de ser condenado pela Justiça brasileira por tentativa de golpe de Estado e outros crimes (já está de tornozeleira), eis que o presidente dos EUA, o mesmo Donald Trump, vê a sua ex-colônia desembainhar, de novo, a espada e bradar, não Independência ou Morte como outrora, mas o grito pela independência de ter vida própria, de gerir seu próprio destino, de não ter dono ou patrão.

A SEGUNDA INDEPNDÊNCIA

“O Brasil só tem um dono: o povo brasileiro” disse o presidente Lula em pronunciamento em rede nacional de TV na noite desta quinta feira, 17. Foi e está sendo o segundo grande grito de independência ao longo da história deste imenso país continental verde amarelo.

Se antes, nossas riquezas naturais, culturais, artísticas e científicas já se sobrepunham no continente, chegou a vez da independência econômica e política. A era do colonialismo cultural e econômico acabou.

Como disse o presidente Lula, o Brasil só tem um dono: o povo brasileiro. Certo ou errado, para lá ou para cá, o que acontece no Brasil é problema nosso, não de Donald Trump ou de quem quer que seja.

Há 203 anos, às margens do Ipiranga, nos separamos do imperialismo. O único império que admitimos agora é o da paz e da alegria, à nossa moda, brasileira, sempre, cantando a canção :

“Vem cá Brasil deixa eu ler a tua mão neguinho…grande futuro reservado pra você…”

E vamos em frente…