Da Redação – Fotos e Informações: Flaviane, Prefeitura Municipal
Nesta sexta feira, 05, Nova Xavantina teve a honra de receber a visita de Cláudio de Mello Sander, sobrinho de Dona Alda Teixeira de Mello – a Dona Alda Vanique, esposa do Coronel Flaviano de Mattos Vanique, Chefe da Expedição Roncador Xingú; e suas duas filhas, Isabella Smith Sander e Débora Smith Sander, sobrinhas netas de Dona Alda.
Gaúchos de Santa Vitória do Palmar, cidade natal da ente querida, a família foi recebida pelo prefeito João Bang, em seu gabinete, conduzidos por Edivaldo Celestino Barbosa, o Dizé, presidente da Associação dos Pioneiros; que os acompanhou nas visitas à casa do Coronel Vanique, restaurada recentemente pela Prefeitura Municipal em trabalho do arquiteto Mario Lenza, Praça Cívica -marco zero da cidade, e no bom e velho Rio das Mortes, na Praia da Lua.
CORONEL VANIQUE
Filho de Raquel Teixeira de Mello, irmã de Dona Alda, Cláudio confirmou à reportagem o que se sabe sobre a vida e a trágica morte da Tia, tema de recente documentário produzido em Barra do Garças pela jornalista Fátima Rodrigues, “Fragmentos de Dona Alda”.
De família tradicional da cidade, o pai fora prefeito mão forte, construtor de várias obras públicas de bela arquitetura e urbanismo em Santa Vitória de Palmar; de relacionamento pessoal com então presidente Getúlio Vargas, com quem conversava diretamente. várias vezes ao dia, por telefone.
Isto explica o contato e relacionamento da filha como Coronel Flaviano de Mattos Vanique, que era homem de confiança do então presidente, da sua guarda pessoal, a quem confiou a Chefia da Expedição Roncador Xingú.
Por ele Dona Alda se apaixonou, se casou, e veio junto com a Expedição para Nova Xavantina, nos idos de 1944.
MÁRTIR
Mas a vida dura e áspera dos cafundós do sertão destruiu os sonhos da jovem e bela Dona Alda, até então protagonista da alta sociedade gaúcha, de vida social intensa, repleta de amigas e amigos.
E ao lado de um marido que se mostrou obsessivamente ciumento.
Contam os relatos que ele não deixava a esposa sair, conversar com ninguém, receber pessoas, nada, só trancada em casa enquanto tocava os trabalhos da Expedição.
Dona Alda teria se entristecido paulatinamente até que veio o acontecimento fatal. Numa bela tarde de 1947 ouviu-se o estampido de um tiro ecoar pela solidão da pequena Vila de Xavantina. Vinha da casa do Coronel. Todos correram para lá. Dona Alda tinha se suicidado.
Morria a grande baluarte da fundação de Nova Xavantina e região, a presença feminina acompanhando o marido na vida inóspita das matas.
Uma contribuição fantástica, oculta, sofrida, cheia de vida, sonhos, planos, objetivos e sobretudo, muito sofrimento; que é como é -sabem os mais antigos-, a vida em Nova Xavantina.
Veja fotos da visita do sobrinho de Dona Alda Vanique, Cláudio de Mello Sander, ocorrida nesta sexta feira, 05:











